domingo, 22 de novembro de 2009

Cherry blossom girl

Não é que esta informação seja muito pertinente para você estimado leitor que dedicada e fielmente acompanha este blog, mas como eu disse no início, quando criei o ATÉ PORQUE O EMBAIXADOR DIZ, o blog é meu e ponho nele o que bem entender. Assim sendo, partilho agora com o mundo uma música que me diz muito e que por acaso até é a minha preferida dos Air. Ladies and gentlemen, Cherry blossom girl!




"I don't want to be shy
Can't stand it anymore
I just want to say 'Hi'
To the one I love
Cherry blossom girl

I feel sick all day long
From not being with you
I just want to go out
Ever night for a while
Cherry blossom girl

Tell me why can't it be true

I never talk to you
People say that I should
I can pray everyday
For the moment to come
Cherry blossom girl

I just want to be sure
When I will come to you
When the time will be gone
You will be by my side
Cherry Blossom Girl

Tell me why can't it be true

I'll never love again
Can I say that to you
Will you run away
If I try to be true
Cherry blossom girl

Cherry blossom girl
I'll always be there for you
That means no time to waste
Whenever there's a chance
Cherry blossom girl

Tell me why can't it be true"

Um dilema com barbas...

"Governo inspecciona empresas de resíduos em Dezembro
22.11.2009
Ricardo Garcia, Ana Fernandes

O Ministério do Ambiente vai lançar, no princípio de Dezembro, uma vasta operação de fiscalização às empresas que operam na área os resíduos, na sequência dos casos de irregularidades que têm a vindo a público. "Têm realmente acontecido coisas que acho lamentáveis", afirma a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, numa entrevista ao PÚBLICO.

Situações de deposição ilegal de resíduos perigosos, algumas envolvendo empresas licenciadas pelas autoridades ambientais, foram denunciadas em Outubro por uma reportagem da TVI e pela associação ambientalista Quercus. Além disso, o caso Face Oculta pôs no centro das atenções mais uma empresa legalmente licenciada, envolvida em suspeitas de corrupção.

A preocupação do ministério vai além disso, incidindo sobre a generalidade das entidades gestoras de resíduos. A Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAOT) efectua já operações sectoriais regulares. Mas neste caso, a acção vai revestir-se da forma de uma verdadeira campanha, com maior alocação de recursos humanos. "A acção vai ter características especiais. Vai ser muito dirigida para a verificação do funcionamento da unidade e das suas incidências ambientais", diz a ministra do Ambiente.

Para harmonizar a inspecção, vai ser elaborado um "caderno de encargos", de modo a que todas as empresas visitadas sejam escrutinadas da mesma forma. As empresas serão seleccionadas por amostragem, dentro dos diferentes tipos de unidades de tratamento. "Vamos ver aterros, unidades de valorização, unidades de triagem e compostagem. Vamos a grandes e a pequenas", explica Dulce Pássaro. "Também temos indicadores daquelas que têm máxima vulnerabilidade em termos de práticas inadequadas", completa.

Além da inspecção, o Ministério do Ambiente vai obrigar as empresas de resíduos a fazerem uma auditoria interna anual - uma espécie de auto-controlo, cujos resultados terão de ser enviados à IGAOT e à entidade que as licenciou. "E vão-se encontrar mecanismos de responsabilização para contrariar esta tendência que se tem vindo a verificar", acrescenta.

A actual ministra foi uma figura central na construção de todo o quadro legislativo e operacional da gestão de resíduos em Portugal, desde a década de 1990. Agora, vê com alguma surpresa que o sistema apresente fragilidades. "Anteriormente, não tínhamos unidades licenciadas para os resíduos em número sufici-ente, a deposição inadequada era mais explicável", afirma. "Se calhar, a fiscalização não foi suficiente, não exerceu toda a pressão que seria necessária".

Dulce Pássaro escusa-se, alegando não ser uma questão da sua competência, a falar do caso Face Oculta, no qual um empresário do sector é suspeito de ter montado uma rede tentacular de corrupção para angariar contratos. "A ausência de contratos e todas as questões que têm sido referidas a propósito desse processo passam-se em unidades de tratamento de resíduos, mas a sua incidência ambiental não é o mais relevante", diz a ministra.

"O problema principal [para o Ministério do Ambiente] é este: a deposição inadequada em zonas licenciadas. E o inadequado pode ir desde receber resíduos para os quais a unidade está licenciada, até não serem armazenados ou tratados devidamente", acrescenta Dulce Pássaro.

O Ministério do Ambiente também suspeita de que haja empresas que estão a misturar resíduos industriais banais com perigosos, para os quais não estão licenciadas. "Há várias evidências de que há unidades que estão a trabalhar inadequadamente", adianta a ministra." in Público, 22/11/09



Existe na mentalidade portuguesa um dilema, um paradigma se assim lhe quiserem chamar que já tem barbas! Por um lado, existe uma forte animosidade em relação às entidades de fiscalização. Por outro, observam-se queixas frequentes contra isto e aquilo que está mal e ninguém faz nada para reverter a situação. Pois bem, o problema reside naquilo que as entidades de fiscalização parecem ainda não ter percebido: nas suas operações essas entidades descoram o lado humano das situações supostamente irregulares. A título de exemplo, a ASAE tem um papel importante em manter a higiene e segurança em locais públicos. No entanto, muitas vezes são aplicadas medidas de coacção impróprias que não levam em consideração as circunstâncias específicas do caso em questão. Cada caso é um caso e compreender isso é o primeiro passo para as entidades de fiscalização exercerem um trabalho mais competente e que acabe efectivamente com as reais irregularidades que possam existir.

sábado, 3 de outubro de 2009

Uma geração promissora...

Os génios não aparecem todos os dias, mas de vez em quando lá aparecem mentes brilhantes que marcam gerações. Recordamos Epicuro que disse a célebre frase "Faz tudo como se alguém te contemplasse." ou Einstein, que disse "Existem duas maneiras de viver: Pode viver como se nada fosse um milagre, ou viver como se tudo o fosse.".
Pois bem, hoje, em inícios do século XXI estão a aparecer novos génios. E mais! Estão a aparecer novos génios em Portugal! E como se isto não bastasse, o mais surpreendente é o facto de estes génios não serem nem doutores nem professores catedráticos, mas sim novos aprendizes que frequentam o 1º Ciclo de escolaridade. Atentem, por favor, caros amigos, na genialidade destes novos valores lusitanos, na ironia que imprimem nas suas palavras, na crítica social que expressam sem vergonha, sem receio.

  1. Em Portugal os homens e as mulheres podem casar. A isto chama-se monotonia. (Tão novinho e já pensa tão bem!)
  2. Em nossa casa cada um tem o seu quarto. Só o papá é que tem de dormir sempre com a mamã. (Que chatice!)
  3. Os homens não podem casar com homens porque então ninguém podia usar o vestido de noiva. (a ver vamos!)
  4. Os meus pais só compram papel higiénico cinzento, porque já foi utilizado e é bom para o ambiente.
  5. Adoptar uma criança é melhor! Assim os pais podem escolher os filhos e não têm de ficar com os que lhe saem. (Pois é, com os animais de estimação também funciona assim!)
  6. Eu não sou baptizado, mas estou vacinado. (Pais, esta é mesmo para ensinar aos filhos!)
  7. A Primavera é a primeira estação do ano. É na primavera que as galinhas põem os ovos e os agricultores põem as batatas. (Nunca mais como batatas)
  8. Um círculo é um quadrado redondo. (Esta é absolutamente genial!)
  9. A terra gira 365 dias todos os anos, mas a cada 4 anos precisa de mais um dia e é sempre em Fevereiro. Não sei porquê. Talvez por estar muito frio. (Claro...)
  10. A minha irmã está muito doente. Todos os dias toma uma pílula, mas as escondidas para os meus pais não ficarem preocupados. (Sem comentários)

sábado, 26 de setembro de 2009

A ESPERANÇA ESTÁ ONDE MENOS SE ESPERA, um filme de Joaquim Leitão

De Joaquim Leitão chega-nos este A ESPERANÇA ESTÁ ONDE MENOS SE ESPERA, uma abordagem moderna e actual de um problema comum: o colapso familiar numa época de crise. Lourenço é um rapaz de 15 anos, proveniente de uma família pertencente à classe média-alta, filho de um promissor treinador, Francisco Figueiredo, que após a derrota na final da taça é despedido. Todo o estilo de vida a que Lourenço estava acostumado é agora obrigado a abdicar, deixando para trás o colégio privado e os amigos de sempre, tendo de se mudar para uma escola pública em que os novos colegas são maioritariamente provenientes da Cova da Moura. Mas esta história simples traz à tona questões muito importantes sobre integridade, sobre o amor, sobre a força de acreditar.
Na história, a mãe de Lourenço decide abandonar o marido, quando este é despedido, e vai trabalhar para Angola para manter o estilo de vida a que estava acostumada. Francisco, vê-se assim sozinho, numa altura em que todos lhe viram as costas e que entra em depressão quando as forças para continuar a lutar parecem escassear. Lourenço tem assim dois colossos de Rodes à sua frente: adaptar-se à nova realidade escolar e ajudar o pai a recuperar a dignidade perdida.
São assim exploradas todas as emoções passíveis de serem experimentadas quando a vida parece desmoronar-se à nossa frente: a aparente impossibilidade de superar as dificuldades, a desilusão perante as atitudes de quem amamos, o peso dos encargos, a luta para manter-se integro quando a dignidade parece arruinada. O que é o amor afinal? Uma companhia para as horas de felicidade? E quando surgem dificuldades? Onde fica o amor? Nas memórias dos tempos felizes? É altura de descartar-nos com argumentos à "the survival of the fittest" e alegar o direito de ser feliz? É porque se essa é realmente a opção a tomar, põe-se a causa a existência do amor. Esta decadência de princípios afecta o estilo de vida de todos os que têm capacidade de pensar. Vale a pena investir sinceramente numa relação que à mínima dificuldade ou discussão se vê destruída? Se o amor não existe, somos então indivíduos que vivemos por viver e para isso contamos com "colaborações" de outros ou outras para viver e a qualquer momento morrer. Isto parece absurdo mas infelizmente esta parece ser a realidade actual e sobretudo futura. Num futuro em que princípios básicos serão substituídos por uma realidade em que a prioridade é a satisfação de necessidades primitivas não olhando aos efeitos que as nossas atitudes têm em terceiros, a vida como a conhecemos até então sofrerá uma drástica mudança de valores.
No final das contas, nota muito positiva para Joaquim Leitão e Tino Navarro por este exercício de reflexão que nos propõem, onde não obstante a transformação de valores e as reviravoltas que a vida pode dar, a luta para ultrapassar as dificuldades e a percepção de que a esperança pode, de facto, estar onde menos se espera são os pilares da felicidade.

domingo, 13 de setembro de 2009

"A MENSAGEM" do Embaixador

Olá caro leitor. Esta é uma mensagem do embaixador.

"Caros leitores,

Estou de volta. Muitos de vós cometeram loucuras nas últimas semanas. Foram a festas e festivais, onde se embriagaram e se viram forçados a regurgitar tudo o que se encontrava nos vossos estômagos. Outros foram apanhados com substâncias ilícitas pelos senhores da polícia e foram mandados à psicóloga do Centro de Apoio ao Toxicodependente mais próximo da vossa área de residência, e no entanto, a vossa preocupação era o impedimento de fumar enquanto estivessem na consulta. Outros provaram ser verdadeiros gurus do sexo e aplicaram com eficiência e detalhada atenção as técnicas de engate dos vossos mestres fazendo subir a taxa de actividade sexual para níveis que se podem considerar porreiros. Ainda outros acompanharam-me na luta por esses festivais fora para alimentar as almas dos acampamentos e sobretudo das diversas Aldeias Festivaisdeverão.com que foram criadas ao lonfgo da época. Houve também quem fizesse salvamentos quando alguns morriam devido aos excessos, e resuscitando-os, eles rejubilavam de alegria em palcos secundários com os troncos desnudados.

Todos vós contribuiram para que este Verão tenha sido verdadeiramente épico e todos vós contribuiram mais um pouco para que Portugal seja um dos destinos preferidos do pessoal que cá vem tocar. O que é certo, meus companheiros e principalmente minhas companheiras, é que nós somos grandes. Enchemos as páginas de muitos jornais, fomos notícia nas estações de televisão, fomos alvo de muitas objectivas! A todos os que tive oportunidade de conhecer nestes últimos dois ou três meses um grande bem haja! Excuso de mencionar nomes porque a lista seria enorme mas vocês, leitores dedicados e fieis desta espécie de blog, sabem quem são.

É claro que nem todos apreciaram a nossa atitude festivaleira! Nem todos gostaram da Organização Muros de Coura, por exemplo, mas isso não nos fez parar e certamente que para cada um que desejava a nossa morte no Tabuão, haviam dois ou três que até engraçavam connosco.

Posto isto, agora que a época está a chegar ao fim é altura de queimarmos os últimos cartuchos! Para o ano voltaremos a reencontrar-nos para celebrar "a amena cavaqueira" em mais uma temporada de festivais de Verão!

O embaixador das aldeias,

Noel Vieira."

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A ESSÊNCIA DE MUROS DE COURA - Novos Projectos

A Organização Muros de Coura longe de ser apenas um grupo de amigos que vão aos festivais, são também um grupo de pessoas que levam a música a sério. A música é o veículo perfeito para a comunicação de sentimentos ou ideias. A música é a folha de papel e o lápis de cera. Este ano, em paredes de Coura, o embaixador conheceu os portugueses Luna Vox, que já têm um álbum, álbum este intitulado "Mundo de Pedra". Como um dos membros disse: "O álbum soa a Luna Vox". A sua sonoridade tem o rock como base e cada faixa é um convite feito ao ouvinte, para que este olhe para dentro de si mesmo, para que faça uma introspecção. Para conhecerem melhor este proeminente projecto visitem o MySpace da banda em http://myspace.com/lunavoxband .

A ESSÊNCIA DE MUROS DE COURA - O fuckin final

Tudo o que tem um princípio tem um fim. Paredes de Coura também é regido por esta penosa lei. E o seu fim chegou na manhã de domingo, dia 2 de Agosto, pelas 8 da manhã quando Nuno Lopes terminou o seu set de cinco horas. O sol já iluminava e bem o palco after-hours quando os decibéis findaram. Paredes de Coura havia terminado [no recinto]. A festa seguiu-se para os mais resistentes no café do campismo com um set que durou até perto do meio-dia. As tendas eram desmontadas, bradavam-se os últimos gritos de guerra, fazia-se tempo para a partida. A nostalgia já se sentia à medida que se iam fazendo as despedidas. Foi então que o grande Pulling disse uma frase que dificilmente será esquecida por quem a ouviu: "Pessoal já falta menos de um ano para voltarmos!"
Paredes de Coura é um festival viciante que conta com o ambiente mais poderoso e mítico de Portugal. A todos os que costumam passar pelo ATÉ PORQUE O EMBAIXADOR DIZ, o embaixador deixa uma admoestação: Vão a Muros de Coura e nunca mais vão querer outra coisa!

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